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Uma mensagem para o século XXI
Biblioteca Antagonista

Isaiah Berlin

UMA MENSAGEM PARA O SÉCULO XXI

Uma mensagem para o século XXI e A procura do ideal, reunidos aqui pela primeira vez para o leitor brasileiro, podem ser considerados como a melhor introdução a um dos maiores pensadores do século XX. Um manifesto contra as ideologias totalitárias. Nesses dois límpidos discursos, Berlin quis expor as questões, do seu pensamento e da sua experiência, que considerava essenciais — aquilo que ele mesmo definia como sendo o seu “credo breve”.

Sobre o exílio
Biblioteca Antagonista

Joseph Brodsky

SOBRE O EXÍLIO

O destino quis que Joseph Brodsky pronunciasse, a distância de poucos dias, no outono de 1987, os dois discursos aqui reunidos, que assumem um lugar simbólico na sua obra. Ambos são discursos sobre o exílio e do exílio. Mas aqui o exílio é uma categoria metafísica, antes de ser política. Isso permite a Brodsky evitar, desde o início, o risco mais atraente do exilado, aquele de colocar-se do “lado banal da virtude”. Para Brodsky a literatura não serve para salvar o mundo, mas é um “extraordinário acelerador da consciência”. 

Sobre a França
Biblioteca Antagonista

Emil Cioran

SOBRE A FRANÇA

Livro crucial de Cioran. Ele escreve, ainda em romeno mas já na França, uma ode à França, amada inclusive em sua decadência, em seu fim, em sua queda, que não poderá ser sem grandeza por ter sido, a França, tão grande. A Inglaterra, a Alemanha, até a Rússia são mais fortes? Talvez. Mas é pela França que seu coração bate. A larva de ontem é, hoje, crisálida, e amanhã o imago abrirá suas asas sobre as letras francesas, e a Decadência se tornará Decomposição, num magistral Breviário. O novo Cioran surge tão rapidamente, tão subitamente, que nos perguntamos qual mistério pode se ocultar por detrás desta data: 1941.

(da introdução de Alain Paruit)

Instruções para os criados
Biblioteca Antagonista

Jonathan Swift

INSTRUÇÕES PARA OS CRIADOS

Em Instruções para os Criados, escrito em 1731, Jonathan Swift detalha o relacionamento dos criados com seus senhores num dos melhores exemplos do seu talento como satirista. Engraçado e cínico, cada conselho provoca reflexões preciosas sobre o cotidiano do início do século XVIII e sobre a natureza humana.

Seu sarcasmo faz dessa paródia um relato imperdível da vida dos criados e dos seus dilemas, sobretudo em relação aos senhores. Com recomendações individuais para a conduta de cada criado, do mordomo ao cocheiro, suas hilárias sugestões às vezes beiram o absurdo. Aos lacaios, por exemplo, recomenda que não usem meias durante os jantares, em nome da saúde das senhoras presentes, pois o odor dos dedos dos pés é um bom remédio para melancolia. Insolentes e preguiçosos, os criados de Swift são um ótimo exemplo da perspicácia e do humor cáustico do autor, que, neste breve ensaio, um dos seus últimos trabalhos, desconstrói e satiriza o sistema social da época de maneira jocosa e cínica.

Priscila Catão 

Maus pensamentos & Outros
Biblioteca Antagonista

Paul Valéry

MAUS PENSAMENTOS & OUTROS

Maus Pensamentos & Outros é uma coletânea de anotações em que Paul Valéry parodia, pelo título e pela estrutura, os célebres pensamentos de Pascal. Porém, se o filósofo e matemático do século XVII deixou a organização de seus pensamentos para seus ediotres póstumos, o escritor do século XX publicou os seus em vida, em série alfabética — ainda que não se consiga discernir um sentido para essa organização.

Aforismos que variam entre o sapiencial e o mordaz (de acordo com a entonação com que se lê), experiências de pensamento, pequenas observações que recordam aquilo que sempre percebemos e nunca formulamos. Pela amplitude das considerações, pela acuidade da escolha das palavras, o leitor tem motivos de sobra para dizer a mesma coisa que Hyppolyte Tayne disse de John Stuart Mill: eis um homem que pensa.

  Pedro Sette-Câmara

Crítica da vítima
Biblioteca Antagonista

Daniele Giglioli

CRÍTICA DA VÍTIMA

"Da política aos costumes, da história à literatura, do direito à psicologia, Giglioli analisa os sintomas da vítima contemporânea: «o herói do nosso tempo». Entre suas manifestações, a celebração obsessiva da memória, a crença humanitária que mantém «indefesos os desarmados» e «deixa intactos os arsenais dos fortes». O autor investiga a origem da ideologia da vítima e a consolidação de uma estratégia de lamúrias que divide a sociedade em réus e vítimas, vítimas e algozes."

Pedro Fonseca

Picasso
Biblioteca Antagonista

Gertrude Stein

PICASSO

Em Picasso, Gertrude Stein aproveita-se do seu convívio com o pintor para fazer uma biografia de leitura fácil e leve que nos permite compreender o que o inspirava e, consequentemente, sua arte. Além de interpretar os motivos que o levavam a pintar e seu processo artístico, ela acrescenta informações pessoais e seus próprios comentários a respeito da sua obra, com o estilo que lhe é peculiar.

Stein discorre sobre a influência na obra de Picasso das cores da Espanha, do circo e da escultura africana, sobre suas amizades com artistas como Guillaume Appollinaire e Max Jacob, sobre sua vida familiar e suas perspectivas particulares sobre a arte. Também relata momentos que passou com o pintor e enfatiza seu talento natural, expressado desde a infância, e sua necessidade de se esvaziar através da arte. Memórias reveladoras e intuições sobre a arte em geral, e especificamente sobre o cubismo e seu surgimento, tornam este breve ensaio biográfico imperdível para a compreensão da arte moderna e um dos seus maiores pintores.

Priscila Catão
Conservadorismo
Biblioteca Antagonista

Michael Oakeshott

CONSERVADORISMO

O racionalismo na política, As massas na democracia representativa e Ser Conservador, pela primeira vez reunidos em um único livro para o público brasileiro, podem ser considerados como a melhor introdução ao pensamento do grande filósofo conservador Michael Oakeshott. Os três ensaios são reflexões claras e instigantes sobre aspectos do complexo mundo político e de seus atores e conceitos. Em uma analogia tomada de empréstimo do Marquês de Halifax, figura a qual Oakeshott admirava profundamente, o Estado seria um navio que não saía de nenhum porto, nem se dirigia a lugar algum, o trabalho era unicamente equilibrá-lo em um mar instável e imprevisível.

A priori tal posição pode parecer de um niilismo blasé, mas ao seguirmos a leitura dos ensaios selecionados fica claro o raciocínio lúcido e sofisticado que levou o filósofo inglês a ser um dos mais lidos em seu país. Leitura mais que necessária para tempos de polarização política.

 

André Bezamat 

Pela supressão dos partidos políticos
Biblioteca Antagonista

Simone Weil

PELA SUPRESSÃO DOS PARTIDOS POLÍTICOS

Suprimir os partidos políticos. Todos, sem exceção. Enquanto organizações hierárquicas e rígidas, eles são por definição autoritários e repressivos, mostrando na maior parte dos casos um desrespeito absoluto pela res publica, e um talento indescritível em roubar dinheiro público. Simone Weil, uma reformista revolucionária, uma das mentes mais brilhantes de sua geração, pouco antes de desaparecer prematuramente em 1943 nos deixou esta «modesta proposta».

Sobre a estupidez
Biblioteca Antagonista

Robert Musil

SOBRE A ESTUPIDEZ

Este ensaio de Musil, que é considerado um dos seus mais importantes, nasce de uma conferência. Em 1937, a convite da Federação Austríaca do Trabalho, Robert Musil profere uma penetrante e arguta conferência sobre o tema da estupidez. Sobre a estupidez, afirma Musil, neste ensaio, as pessoas geralmente preferem não falar, não discutir: «O domínio violento e vergonhoso que a estupidez exerce sobre nós é revelado por muitas pessoas ao demonstrarem-se surpresas de maneira amável e conspiratória quando alguém, a quem confiam, pretende evocar esse monstro pelo nome»

Direita e esquerda na literatura
Biblioteca Antagonista

Alfonso Berardinelli

DIREITA E ESQUERDA NA LITERATURA

«A ideia que temos das obras literárias enquanto objetos culturais irredutíveis a um só significado e a um sistema de ideias, ainda que possa ser apenas um mito teórico, captura, no entanto, um aspecto da realidade literária e exprime uma vontade legítima: que nem toda nossa imaginação e que nem todos os nossos pensamentos possuam ou tenham que possuir uma relação com a realidade social presente, muito menos com as opiniões políticas, e menos ainda com as disputas políticas momentâneas» Alfonso Berardinelli

Judeus errantes
Biblioteca Antagonista

Joseph Roth

JUDEUS ERRANTES

«Este livro prescinde dos leitores ‘objetivos’, que, com a benevolência barata e azeda, a partir das vacilantes torres da civilização ocidental, lançam olhares de soslaio para o Oriente Próximo e os seus habitantes; que, por pura humanidade, lamentam a deficiente canalização e, por medo de contágio, encerram em barracas emigrantes pobres, onde a solução de um problema social é deixado ao critério da morte em massa. Este livro não quer ser lido por aqueles que renegam os seus próprios pais ou antepassados, que, por um simples acaso, escaparam às barracas. Este livro não foi escrito para os leitores que acusariam o autor de tratar o seu tema com amor ao invés de o fazer com a ‘objetividade científica’, que também pode ser definida como tédio.

Este livro infelizmente não conseguirá tratar o problema do judaísmo oriental com profundidade abrangente que este requer e merece. Procurará apenas descrever as pessoas que representam o problema e as circunstâncias que estão na sua origem. Fará apenas um relato sobre algumas partes do vasto tema, o qual, para ser tratado com toda a sua amplitude, exigiria do autor tantas migrações quantas aquelas a que foram sujeitas gerações» Joseph Roth

Três ícones

Massimo Cacciari

TRÊS ÍCONES

Rublev, Piero della Francesca, de Eyck: três iluminantes exercícios de teologia da visão. 

A Igreja e o Reino

Giorgio Agamben

A IGREJA E O REINO

 

Na teologia cristã a única instituição que não conhece fim nem trégua é o inferno. Por isso o modelo político atual, que pretende uma economia infinita do mundo, é assim propriamente infernal. Se a igreja perde a sua vocação messiânica e a sua relação com o fim dos tempos, ela será arrastada inevitavelmente na ruína que ameaça todos os governos e todas as instituições da terra. Este breve escrito do grande filósofo italiano Giorgio Agamben é uma poderosa meditação sobre o sentido político das coisas últimas

Duplo retrato

Massimo Cacciari

DUPLO RETRATO

Dois dos maiores artífices do vernáculo europeu — aquele pictórico (Giotto) e aquele literário (Dante) —, se encontram na figura de são Francisco, como se a nova linguagem nascesse precisamente da necessidade de confrontá-la e representá-la .

Mas o encontro se revela um conflito: as respectivas interpretações da revolução francescana divergem radicalmente, chegando mesmo a trair a extraordinariedade do anúncio do ‘crucifixo de Asis’. E é exatamente no jogo dessas contradições e dessas traições que vai se afirmando o espírito que marcará o nascimento da nova Europa.

Revista Âyiné #1, Hormozgan e o Estreito de Ormuz

REVISTA ÂYINÉ #1, HORMOZGAN E O ESTREITO DE ORMUZ

REVISTA INTERNACIONAL DE CULTURAS E SOCIEDADES ISLÂMICAS

#1 Hormozgan e o Estreito de Ormuz


Ahmad Nadalian em Um paraíso desconhecido em Ormuz

Andrea Berardi e Jay Mistry em Ormuz, um microcosmo do Irã: lugar para se valorizar e proteger

Biancamaria Scarcia Amoretti “Nostalgia” do passado: uma chave de leitura do Islã atual?

Enrico Palandri em Stranger Magic

Francesco Pontorno em conversa com Pietrangelo Buttafuoco

Gerardo Barbera em Hormozgan: situação linguística e aspectos culturais

Gianroberto Scarcia em Uma palmeira na arquitetura: da Meseta Central ao Golfo, ou vice-versa?

Ludovico Centis em Bâgh-e Bâbur: os Jardins de Babur

Maged El Gebaly em Mobilidades e alteridades no Relato de um certo oriente

Márcio Serelle em Nove Vidas

Maziyar Ghiabi em A guerra mundial às drogas e o paradoxo iraniano / Estreito de Ormuz: a história de uma área de poder geoestratégico

Milton Hatoum em O cavaleiro das palavras estranhas

Mohammad Ali Amir-Moezzi em Mística e razão na religião dos impecáveis

Paolo Branca em O humor no mundo árabe e islâmico

Riccardo Zipoli, Asadollah Habib em Reflexões sobre o espelho em Bidel / Paráfrases e comentários

Riccardo Zipoli em Um Golfo, um Estreito e um Mar (1975-1995)

Tadeu Mazzola Verza em Greek Thought, Arabic Culture

Zuane Fabbris em A terra onde se vai buscar a lenha ao mar e o sal ao mato

Revista Âyiné #2, Turquestão e Xinjiang

REVISTA ÂYINÉ #2, TURQUESTÃO E XINJIANG

DAS ANDERE: O OUTRO NECESSÁRIO

Turquestão E Xinjiang


Alessandra Cappelletti em Os uigures do Xinjiang

Andrea Piras em Turfan e Dunhuang - Povos

Eleonora Bennett De Ligaya em O frágil equilíbrio ambiental e social da região autônoma uigura do Xinjiang

Fabio Silvestre Cardoso em Empire of the Indus

Giampiero Bellingeri em Pontualidade, linearidade e vagueza das visões venezianas da área de Khatai e Khotan

Gianroberto Scarcia em Olhando o céu

Giovanni De Zorzi em No sentido das tradições musicais dos uigures

Guido Samarani em Unidade nacional e pluralismo étnico na China

Davide Jabes em Kashgar

Márcio Serelle em A diáspora no pop

Martim Vasques Da Cunha em The Least of all Possible Evils

Matteo Compareti em Observações sobre a produção artística no Xinjiang pré-islâmico

Monique Sochaczewski em Dom Pedro ii : um orientalista

Samuela Pagani em Apocalipse e Iconografia

Nasr Hāmid Abū Zayd em Repensando o Corão numa Hermenêutica Humanista

Olga Lizzini em Vida ativa, vida contemplativa e filosofia em Avicena

Pedro Fonseca e Lucas Mendes em conversa com Fernando Henrique Cardoso

Sara Mondini em O patrocínio arquitetônico ‘Adil Shahi como uma expressão do sincretismo artístico

Stefano Pellò em O dīnār de Shahīd-i Balkhī

Viola Bertini em Gourna el-Gedida, um conto de dois vilarejos

Zuane Fabbris em Uma viagem exploratória da Índia à China por conta da Companhia de Jesus, de Bento de Góis

Coleção completa Biblioteca Antagonista II

COLEÇÃO COMPLETA BIBLIOTECA ANTAGONISTA II

Adquira com desconto a coleção completa, a cada duas semanas uma nova obra na sua estante:
 
13. LEOPARDI | Pensamentos
 
14. MARINA TSVETÁEVA | O poeta e o Tempo
 
15. PROUST | Contra Sainte-Beuve
 
16. GEORGE STEINER | Aqueles que queimam  livros
 
17. HOFMANNSTHAL | As palavras não são deste mundo
 
18. JOSEPH ROTH | Viagem na Rússia
 
19. ELSA MORANTE | Contra a bomba atômica
 
20. STIG DAGERMAN | A política do impossível
 
21. MASSIMO CACCIARI - PAOLO PRODI | Ocidente sem utopias
 
22. ALEKSANDER HERZEN | Na outra margem
 
23. DAVID VAN REYBROUCK | Contra as eleições
 
24. V.S. NAIPAUL | Ler e escrever
Pensamentos

Giacomo Leopardi

PENSAMENTOS

Os Pensamentos de Leopardi apareceram postumamente em 1845, mas já haviam sido escolhidos e organizados por ele mesmo; a eles Leopardi alude em uma carta, pouco antes de sua morte, como sendo um «volume inédito de Pensamentos sobre o caráter dos homens e sua conduta em Sociedade». Muitos desses fragmentos foram extraídos do vasto laboratório do Zibaldone, outros eram completamente novos. Em comparação com as primeiras composições zibaldonianas, íntimas e imediatas, esses Pensamentos foram submetidos a um trabalho de sutil acabamento estilístico, o que os torna de uma clareza cruel, como fossem epígrafes esculpidas no teatro móvel da vida.

Percebe-se nestas páginas, escreveu Sergio Solmi, certo caráter de «glacialidade» e, ao mesmo tempo escrupulosa precisão em revelar os mecanismos nas relações sociais e nas mentes dos homens, esses seres «míseros por necessidade, e firmes em acreditar-se míseros por acidente». Ao lado do grande lírico da desolação e da fabulosa infância, havia em Leopardi um La Bruyère envolto de uma áurea gnóstica, e que em nenhum outro escrito falou com tanta lucidez como nestas anotações.

O poeta e o Tempo

Marina Tsvetáeva

O POETA E O TEMPO

Marina Tsvetáeva fixou o olhar longamente, ao logo de toda a sua vida, sobre uma divindade aterrorizante: o tempo. «Dou ouvidos a algo que soa dentro de mim de maneira constante, mas não regular, dando-me ora indicações, ora ordens. Quando indica – discuto; quando ordena – obedeço». Esse «algo que soa­» era a palavra de poesia. O tempo terroriza porque «ele só corre porque corre, corre para correr», mas «não corre para lugar nenhum»

A palavra poética, que se pretende absoluta desde os grandes românticos, é o paradoxo de um imponderável que permanece intacto, presa de nós todos, que «somos lobos do bosque impenetrável do Eterno».

Sobre essa tensão,  que vibra um instante antes de se romper, Marina Tsvetáeva construiu a sua obra. O livro que aqui se apresenta reúne três ensaios que possuem exatamente essa tensão como objeto, tocando assim o segredo de Tsvetáeva. Desde Novalis, raras vezes o risco da poesia como absoluto encontrou uma formulação tão drástica, tão elementar, tão peremptória. Tsvetáeva atenua o fanatismo da forma, que é a nossa herança moderna. Nela, um coração profundamente arcaico nos transmite «batidas que dão a exata pulsação do século».