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Das Andere

Livros:

Proust contra a degradação

Joseph Czapski

PROUST CONTRA A DEGRADAÇÃO

Entre 1940 e 1941 no gulag de Grjazovec, quatrocentos quilômetros ao norte de Moscou, um grupo de oficiais poloneses detidos encontra uma maneira decididamente incomum e eficaz de resistir à aniquilação moral e intelectual. De maneira alternada entretinham os companheiros de cativeiro – amontoados em uma sala, exaustos depois de horas passadas trabalhando ao ar livre, na feroz geada do inverno russo – discorrendo sobre tópicos com os quais eram particularmente familiares. O resultado é uma série de lições reais, quase clandestinas, sobre os temas mais díspares: da história do livro à da Inglaterra, do alpinismo à arquitetura. Joseph Czapski, pintor e escritor, conversa de pintura francesa e pintura polonesa, bem como de literatura francesa. E, acima de tudo, recorda e comenta – citando de cabeça, sem consultar qualquer fonte material, e ainda com uma precisão surpreendente – páginas inteiras de Em busca do tempo perdido de Proust, uma obra que a União Soviética havia colocado no índex como uma expressão paradigmática da literatura burguesa decadente. E o resultado – que agora temos acesso graças à transcrição em francês que o próprio Czapski fez “no calor do momento" – não é apenas uma demonstração do poder da memória e o testemunho de um modelo muito singular de resistência, mas também uma leitura de Proust de suprema fineza.

Na pré-venda, você pode adquirir o livro a um preço promocional de R$49,00. As entregas serão feitas a partir de 10 de abril.

A musa em exílio

Joseph Brodsky

A MUSA EM EXÍLIO

Como nasce a poesia? De qual misterioso labor é êxito? Qual é sua tarefa? Quem se colocou, ao menos uma vez, uma dessas perguntas poderá enfim encontrar nestas entrevistas – que cobrem a vida de Brodsky no exílio, desde o início da década de 1970 até poucas semanas antes de sua morte súbita em New York em 1996 – respostas de uma clareza audaz. Descobrirá que a poesia é «um acelerador incrível do processo cognitivo», «nosso objetivo antropológico, nosso objetivo genético», e que não há melhor instrumento para «mostrar às pessoas a verdadeira versão da escala das coisas». Descobrirá também que o que sempre considerou artifícios técnicos inescrutáveis – esquemas métricos, por exemplo – são, na verdade, «padrões mágicos», «ímãs espirituais», capazes de afetar profundamente a poesia, fazendo com que um conteúdo moderno expresso segundo uma forma fixa (um soneto, por assim dizer) possa assustar tanto quanto «um carro indo pela pista errada numa rodovia». Brodsky sabia iluminar o trabalho dos poetas que amava – Auden, Frost, Kavafis, Mandelstam, Akhmátova, Tsvetáeva Miłosz, Herbert, para limitarmo-nos a seus contemporâneos – com uma lucidez sempre acompanhada de uma vibrante participação: «Eu dificilmente extraio tanta alegria da leitura como quando estou lendo Auden. É uma verdadeira alegria, e, com alegria, não quero dizer simplesmente prazer, pois a alegria é algo muito sombrio em si mesmo». Essas conversações servirão também como um guia à melhor poesia: esse «esforço estético» capaz de frear «nossa bestialidade».

Lições de poética

Paul Valéry

LIÇÕES DE POÉTICA

Nestas Lições de Poética, Paul Valéry (1871-1945) nos propõe considerar a literatura — e a arte em geral — não como “obras” acabadas, mas, primeiro, como atos do intelecto que a compõem, e, segundo, como atos do intelecto que recebem a obra. Aliás, hoje mesmo se fala muito em escritura — e ainda mais em leitura —, mas quantas vezes nos lembramos de que esses substantivos se referem a atos de intelectos individuais?

Mesmo que o intelecto produtor saia de si para tentar calcular os efeitos da obra em quem vai contemplá-la, ele inevitavelmente volta a si para a composição. Para ele, a obra mesma é o termo desse processo. Para o leitor (ou para o ouvinte, para o espectador...), porém, a obra nada mais é do que a origem de uma nova série de atos do seu próprio intelecto.

Assim, fica o convite para não reduzirmos as obras a escolas ou a estilos, mas para tentar captá-las como atos de outro espírito, e para que nos examinemos a nós mesmos ao sofrer seu impacto.

                                                                                                            Pedro Sette-Câmara

 

Na pré-venda, você pode adquirir o livro a um preço promocional de R$39,00. As entregas serão feitas a partir de 4 de abril.

Mares do leste

Tomas Tranströmer

MARES DO LESTE

Muito antes de receber o prêmio Nobel de literatura em 2011, Tomas Tranströmer era sem dúvida o poeta sueco vivo mais amado na Suécia e mais reconhecido internacionalmente, com poemas traduzidos em mais de 60 línguas. Foi um dos raros casos, nos últimos anos, de um autor que se soube renomado mundialmente antes de receber o prêmio. Não obstante, continuava não traduzido no Brasil, só contando com a tradução de 11 poemas haiku. Com a publicação desta ampla antologia, a Âyiné dá inicio à publicação da obra completa de Tranströmer no Brasil.

 

 

Memórias de um editor

Kurt Wolff

MEMÓRIAS DE UM EDITOR

Este volume reune as memórias de Kurt Wolff (1887-1963), editor de Franz Kafka, Heinrich Mann, Georg Trakl, Franz Werfel, Carl Sternheim, Karl Kraus, Robert Walser, Gustav Meyrink e de tantos outros autores que marcaram a história da literatura do século xx. Wolff não se limita apenas a apresentar suas recordações, concordâncias e desavenças com os autores, mas narra também suas aventuras como editor, expondo as alegrias e as tribulações do ofício.

Numa edição completa e com uma narrativa apaixonada e repleta de anedotas, onde aparecem personagens fundamentais da cena artística das tumultuadas e movimentadas primeiras décadas do século xx, como Paul Gauguin e James Joyce, o leitor passeia de Leipzig a Munique, de Viena a Nova York, acompanhado de um dos editores mais marcantes de todos os tempos e testemunha ocular da história conturbada da primeira metade do século xx.

 

Na pré-venda, você pode adquirir o livro a um preço promocional de R$49,00. As entregas serão feitas a partir de 4 de abril.